Em toda a Bahia a reclamação é a mesma entre os gestores municipais e de saúde, posto que, o Governo Federal tem atrasado nos repasses das verbas prometidas. Os valores que o governo federal repassa já são muito menores que o necessário, porém, torna-se pior devido ao fato de ficar até um ano e meio sem realizar esses repasses. Setores como os CAPS, por exemplo, que é o Centro de Atenção Psicossocial tendem a diminuir o número de atendimentos e a qualidade destes mesmos atendidos.

Em entrevista a um site a Presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde – Stela Souza afirmou que a crise econômica agravou a situação e reflete no presente:  (…) o problema nesse momento é questão dos atrasos nos repasses do governo federal para os municípios. Já vinha há algum tempo e agora se agravou muito. Além de vários cortes, e não ampliação” disse Stela.

Além da crise econômica a respectiva secretária ressaltou a questão da crise política, pois, com a mudança de governo (Dilma/Temer) houve mudanças, também, na forma de gerir a saúde. A instabilidade na saúde fez com que desorganizasse ainda mais. Foram mais de 5 Ministros da Saúde em menos de dois anos e com isso fez-se com que se perdesse uma certa organização dos repasses. A Secretária ainda criticou o valor de repasse para cada cidadão anualmente em assistência ao medicamento: (…) financiamento é o ponto primordial, eu acompanho não só Bahia mas o Brasil através do COSEMS a gente vê que os 5570 municípios passam dificuldades financeiras, porque o SUS custa caro. Deixando bem claro que não caro em relação a saúde das pessoas, porque eu acho que a vida não tem preço, a saúde das pessoas não tem preço. Mas em termos de repasse, por exemplo, o valor destinado a assistência farmacêutica básica de um cidadão é de 12 reais por ano. Não tem condição” concluiu.