A operação da polícia continua fechando o cerco contra envolvidos com a quadrilha de Pernambuco que tentou explodir bancos em Bom Jesus da Lapa e culminou com o sequestro e execução de dois policiais militares e mais um ferido que encontra-se em Salvador. Na manhã desta sexta-feira (27) mais dois suspeitos foram mortos. Um deles identificado apenas pelo vulgo de Danielzinho estava escondido em Riacho de Santana, oeste do estado, com outros dois comparsas identificados como Nenenzinho e Gabriel e no momento da abordagem resolveu atirar contra a guarnição da CIPE Central sendo morto no revide.

Os três indivíduos são acusados de terem ficado deflagrando tiros pelas ruas de Bom Jesus da Lapa, no batalhão e em casa de policiais no dia da ação de tentativa de roubo ao banco.

Foto|Reprodução (Danielzinho morto em Riacho de Santana)
Foto|Reprodução (Danielzinho morto em Riacho de Santana)

Já em Bom Jesus da Lapa outro suspeito, com passagem pela polícia, também revidou atirando contra a guarnição ao ser abordado e foi morto. Trata-se de Vangervaldo dos Santos Correia (49) que possuía o apelido de .50 por ser um especialista em manuseio desta arma. Vangevaldo, que se passava por evangélico, conhecido como irmão Ivan, foi preso em 2015 sob a acusação de ser um dos chefes da quadrilha de roubo a bancos e carros de transporte de valores denominada de “Novo Cangaço”. Na época um verdadeiro arsenal foi encontrado em posse do acusado. A quadrilha agia nos estados do Ceará, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Piauí.

A polícia informou que acredita que dentro do veículo de Vangevaldo haviam mais indivíduos no momento da abordagem, mas que os mesmos conseguiram empreender fuga. Uma guarnição do CIPE Cerrado realizava as rondas pela cidade de Bom Jesus da Lapa quando deparou com veículo que estava o acusado, que, por sua vez, deflagrou tiros contra a guarnição.

Prisões

Em Carinhanha, cerca de 150 Km de Bom Jesus da Lapa, a polícia estava no encalço de mais três suspeitos de integrarem a quadrilha. As ações ocorreram em duas localidades quilombolas denominadas de Barra do Parateca e Pau Darco. A polícia buscava pelo indivíduo de prenome Gildázio, acusado de ser de alta periculosidade, integrante do PCC e que deu suporte a quadrilha que agiu em Bom Jesus da Lapa na tentativa de roubo ao banco.

Foto|Reprodução (Dinho)
Foto|Reprodução (Dinho)

Contra Gildázio ainda pesa a acusação de ter estourado carros de transporte de valores na região. Porém, a polícia não conseguiu chegar a Gildázio que fugiu, provavelmente sentido a Minas Gerais, deixando um áudio enviado ao celular de um conhecido, onde ameaça de morte diversas pessoas.

Foto|Reprodução (Maurício ex-candidato a vereador)
Foto|Reprodução (Maurício ex-candidato a vereador)

Porém, a polícia conseguiu prender, inclusive com mandado de prisão preventiva, expedida pelo juiz João Batista Pereira Pinto, dois acusados de serem da quadrilha de Gildázio e, que teriam, também, dado suporte aos assaltantes de Bom Jesus da Lapa, são eles: Eldir Ribeiro da Silva – vulgo Dinho e Maurício Moraes Ribeiro (Maurício da Barra) ex-candidato a vereador nas últimas eleições.

Foto|Divulgação (Gildázio - foragido)
Foto|Divulgação (Gildázio – foragido)

A polícia segue com as rondas e investigações para tentar chegar a todos os envolvidos nas tentativas de assalto aos bancos de Bom Jesus da Lapa e nas execuções dos policiais Everton Oliveira de Santana e Gilberto Lemos Silva Junior (Reveja o caso). Muitos roubos a bancos da região oeste do estado poderão ser elucidados a partir do desbaratamento destas quadrilhas que parecem possuir uma ligação entre elas. Para autoridades da região as ligações são muito grandes e funcionam como uma espécie de teia.

Elucidação

Uma das elucidações nestas investigações foi o roubo a agência dos Correios de Serra do Ramalho – onde funcionava um correspondente do Banco do Brasil, posto que, bandidos já haviam roubado na cidade e explodido a agência. O Dinho, preso em Carinhanha e membro da quadrilha de Gildázio confessou o envolvimento e participação direta neste roubo. Muitas mensagens entre ambos foram encontradas e interceptadas pela polícia.

3 COMENTÁRIOS

    • Não existe em momento algum desdém e muito menos esnobe! Tudo o que está aí encontra-se nos autos e denúncias feitas pela polícia! Inclusive no jornal da Globo Bahia ontem narrou as mesmas coisas! Caso você seja da família eu entendo sua dor, mas não tenho culpa! Em momento algum a matéria afirma nada, eles são chamados de suspeitos!