Nesta manhã de quinta-feira (22) o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (67) foi preso pela Polícia Federal na 34ª fase da Operação Lava Jato denominada de Arquivo X. A prisão temporária ocorreu enquanto Mantega estava no hospital Albert Einstein onde a esposa do ex-ministro estava realizando uma cirurgia. Os policiais federais e o juiz Sérgio Moro afirmaram que não sabiam do estado de saúde de Mantega e que ao busca-lo em casa e não encontrá-lo foram informados de seu paradeiro no respectivo hospital na zona sul de São Paulo.

Mantega é acusado de atuar de forma direta junto a uma das duas empresas acusadas de formar consórcio fraudulento na construção de duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal. Na acusação a Polícia Federal informa que o contrato teve um valor de US$ 922 milhões. As negociações que envolvem Mantega seriam para pagamento de dívidas de campanha de um partido da situação. Somente entre fevereiro e dezembro de 2013 foram realizadas transferências que chegam à casa dos R$ 7 milhões. Estas transferências (pagamento) foram feitas pela empresa Mendes Júnior – uma das envolvidas, sendo a OSX do empresário Eike Batista a outra.

A denúncia envolve a descoberta de contratos falsos, empresas incompatíveis financeiramente com os capitais repassados e pagamentos a investigados e até já condenados na respectiva operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro revogou a prisão temporária de Mantega alegando que o mesmo não representa risco às investigações.