Esquema de Geddel e Cunha previa até calote na Caixa Econômica Federal

O ex-proprietário da Big Frango poderia dar até o calote na Caixa se pagasse 30% dizia proposta de propina de Funaro

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1995

A operação “Cui Bono” que investiga uma aliança criminosa entre Geddel Vieira Lima, ex – vice-presidente da Caixa Econômica Federal e, Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados em que são acusados de facilitação de empréstimos junto a respectiva instituição em troca de pagamento de propina aos mesmos e demais envolvidos.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo o empresário ex-proprietário da Big Frango, Evaldo Ulinski, afirmou que foi procurado por Lúcio Bolonha Funaro e demais operadores do esquema, que lhe ofereceram R$ 100 milhões de financiamento pela Caixa, exigindo do mesmo o pagamento de 10% do valor para eles facilitarem o processo de empréstimo. O ex-dono da Big Frango afirmou que lhe foi proposto ainda que se ele pagasse 30% de propina não seria necessário devolver o respectivo valor.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal acreditam que este esquema de liberação de financiamentos com pagamento de propina tenha durado entre os anos de 2011 e 2013, gerando, deste modo, um prejuízo, ainda, incalculável pelos investigadores. O empresário afirmou que Funaro desfrutava de muitos “privilégios” dentro da Caixa e que, por isso, conseguia facilmente a facilitação do empréstimo em condições de pagamento tentadoras.

No celular encontrado na casa de Eduardo Cunha ficou evidentemente claro na troca de mensagens entre eles que realmente Funaro era do ciclo de confiança e de interesses de ambos, pois, era citado com bastante frequência, embora o teor das conversas não foi divulgado pela PF.