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A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o irmão dele, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), por lavagem de dinheiro e associação criminosa. A denúncia está baseada na apreensão feita pela Polícia Federal de R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador de um amigo de Geddel. O valor confiscado em espécie, que estava em malas e caixas de papelão, foi o maior da história brasileira.

A PGR também denunciou pelos mesmos crimes a mãe de Geddel, Merluce Vieira Lima, e o ex-assessor do deputado, Job Brandão. Segundo as investigações da PF, parte do dinheiro encontrado era fruto de um esquema de corrupção na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2012, época em que Geddel era vice-presidente da estatal. Segundo as investigações, o montante também pode conter propinas da Odebrecht e desvios do PMDB.

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também pediu a restauração da prisão do empresário de transportes Jacob Barata Filho, que foi solto três vezes pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.

Barata Filho foi preso duas vezes esse ano durante as operações Ponto Final e Cadeia Velha. O empresário é fundador do grupo de ônibus Guanabara e é suspeito de pagamento de propinas a políticos do Rio de Janeiro para obter vantagens em contratos de transporte.

 

Da Redação: Rafa Nunes

 

 

Reportagem: Raphael Costa