Após a prisão do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci (PT) na manhã desta segunda-feira (26) pela Polícia Federal na 35ª fase da Operação Lava Jato, denominada de Omertà, o juiz federal Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 128 milhões em ativos do ex-ministro. Deste valor também se incluem do ser assessor Branislav Kontic e do ex-chefe de gabinete Juscelino Dourado.

Outros valores foram, de igual modo, bloqueados de duas empresas com ligação direta nos esquemas apontados pelo Ministério Público Federal (MPF) e PF sendo elas a Projeto Consultoria Empresarial e a J&F Assessoria. Moro afirma que possui provas suficientes para que Palocci ter as contas bloqueadas e permanecer preso.

Palocci atuou nos dois governos, Lula e Dilma, sendo Ministro da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil no governo Dilma Rousseff. As arrecadações feitas por Palocci, segundo Sérgio Moro, eram para abastecer o Partido dos Trabalhadores e sanar dívidas de campanha. Os valores também eram usados para beneficiar aliados com o pagamento de propina.