Nesta manhã de terça-feira (04) o Ministério Público da Bahia deflagrou uma operação denominada de Leopoldo que tinha como alvo dois desembargadores aposentados – Clésio Carrilho e Dayse Lago Ribeiro Coelho. As investigações apontam suposto pagamento de propina aos desembargadores quando atuavam no Tribunal de Justiça da Bahia.

Além dos dois ex- desembargadores também foram conduzidos três advogados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco). A operação é denominada de Leopoldo justamente porque envolve o caso em que o espólio do empresário Leopoldo Batista de Souza e o Banco Bradesco, que, tramita desde 1996. O Bradesco foi condenado a pagar R$ 565 milhões aos herdeiros de Leopoldo, que alegam que o banco é sucessor do extinto banco Econômico dissolvido em 1996 por intervenção do Banco Central.

Na ocasião da condenação, ano de 2013, a relatora era Dayse Lago, que, inclusive, suspendeu a ação e foi acompanhada no voto pelo desembargador Carlos Alberto Dutra Cintra. A desembargadora Heloisa Pinto de Freitas Vieira Graddi votou contra a suspenção da ação, mas acabou sendo suprimido pelos outros dois votos. Clésio Carrilho e os advogados, um deles seu filho, teriam recebido propinas altas, de igual modo, Dayse Lago para que a sentença fosse favorável. O caso segue sendo avaliado pela justiça e diversos mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridas.