Maria Esther Bueno morreu nesta sexta-feira. A ex-atleta de 78 anos, que fez história durante as décadas de 1950 e 1960, estava internada no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, após ser diagnosticada com um câncer na boca. Posteriormente, a doença evoluiu com metástase para ombro e costas.

“Informamos o falecimento da paciente Maria Esther Bueno nesta noite no Hospital 9 de Julho, onde esteve internada para tratamento oncológico. Em respeito à privacidade da família e à memória desta importante esportista, o Hospital 9 de Julho se reserva a não fornecer mais nenhum tipo de informação”, resumiu o hospital em comunicado oficial.

O velório de Maria Esther será no Salão Oval do Palácio dos Bandeirantes, do governo de São Paulo. A cerimônia será realizada das 8 às 15 horas.

Com a raquete na mão, Maria Esther fez história e foi a primeira representante brasileira a se destacar na modalidade. Durante a carreira, a paulistana se tornou um dos principais nomes do esporte durante a transição do amadorismo para o profissionalismo.

Maria Esther Bueno conquistou sete títulos de Grand Slam de simples – quatro no Aberto dos Estados Unidos e três na tradicional grama de Wimbledon. Ela ainda levantou o troféu nas duplas em 12 oportunidades (uma delas nas duplas mistas ao lado do australiano Bob Howe).

Nas duplas, a brasileira colocou seu nome na história ao vencer os quatro torneios de Grand Slam no mesmo ano em 1960, marca atingida apenas por outras lendas como Martina Navratilova, Pam Shriver e Martina Hingis.

A carreira extremamente vitoriosa alçou a tenista ao Hall da Fama da modalidade no ano de 1978. Em 1959, temporada na qual venceu Wimbledon e o US Open, Maria Esther Bueno recebeu o prêmio de Atleta do Ano pela Associated Press (AP), sendo a única atleta do país a chegar a tal feito (tanto no masculino quanto no feminino).

por Léo Dourado

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