Mesmo com a onda de violência e a supremacia do tráfico de drogas tomando conta do estado, o Ministério Público Federal na Bahia quer que toda e qualquer escuta telefônica passe pela burocracia jurídica para que seja realizada. O artigo 88 da instrução normativa nº 01 de 15 de abril de 2013 determina a operacionalização de interceptações de ligações telefônicas pela Superintendência de Inteligência (S.I) da Secretaria de Segurança Pública do Estado, porém, os procuradores do MPF/BA recomendaram ao Delegado Geral da Polícia Civil, Bernardino Brito Filho a revogação deste artigo.

Na recomendação os procuradores afirmam que “ “a Constituição Federal, a Constituição do Estado da Bahia, a Lei Federal nº 9.296/96 e as Resoluções nº 59/2008 e 36/2009 do CNJ e do CNMP não respaldam a participação de outro órgão do Poder Executivo distinto da Polícia Civil no manuseio de conversas telefônicas decorrentes de uma investigação criminal, salvo quando expressamente autorizado pelo Poder Judiciário em determinado caso concreto”.

Eles ainda afirmam que estas escutas são captações de provas consideradas invasivas a intimidade do investigado. Deste modo, toda e qualquer escuta telefônica doravante deve passar pelo crivo do poder judiciário. Especialistas consideram um retrocesso no trabalho de investigações no estado.