O governo resolveu realizar mudanças urgentes no modelo de ensino para estudantes do nível médio. A apresentação das mudanças ocorreu nesta quinta-feira (22) através do Ministro da Educação Mendonça Filho e do Presidente Michel Temer. Inicialmente o evento contou com a participação do governador do estado de Pernambuco Paulo Câmera que obteve os melhores números do IDEB entre os estados.

A proposta para o Novo Ensino Médio surgiu após os números revelarem que existe uma deficiência e desinteresse alarmante dos estudantes quanto a maioria das matérias curriculares apresentadas. Os resultados nas matérias de Português e Matemática assustaram gravemente o governo que resolveu acelerar o mais rápido possível todo o processo. A partir de 2017, ou seja, próximo ano, essas mudanças deverão ser colocadas em prática. Antes, porém, essas mudanças que serão realizadas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) sendo as maiores desde 1996 terão que passar pelo Congresso através de uma Medida Provisória (PM).

Proposta

A proposta flexibiliza a forma como o estudante vai desenvolver seus estudos no ensino médio. O primeiro ano de estudos no ensino médio terá o número total de disciplinas que atualmente é aplicado, ou seja, 13 disciplinas. Com a nova proposta o aluno faz apenas um ano correspondente a todas as disciplinas. Os demais são de escolha do aluno para aprofundamento no conhecimento específico e estes se dividem nas áreas de linguagens, ciências humanas, matemática, ensino técnico e ciências da natureza. Cada entidade de ensino deverá oferecer ao menos duas destas respectivas áreas. Ficarão obrigatórias em todas as fases o ensino de língua portuguesa, matemática e inglês. Uma mudança muito criticada por alguns segmentos é quanto a eliminação das disciplinas de educação física e artes que deixam de ser obrigatórias.

A proposta apresenta ainda uma carga horária integral de ensino mínima de 800 horas anuais. O processo de construção deste tempo é progressiva e deve se ampliar até 1,4 mil horas no mínimo.