O esquema de “propina eleitoral” da Odebrecht que beneficiou políticos desde o ano 2000 terá que ser listado pela empresa e entregue a Força Tarefa que investiga o esquema até o final deste mês de janeiro. A lista com nomes de beneficiados deverá apresentar todos os envolvidos em recebimento de propina e Caixa 2 nos últimos 16 anos em que tivemos pleitos para presidente e prefeito.

A Operação Lava Jato aponta um desvio superior a R$ 40 bilhões na Petrobras somente entre 2004 e 2014, ou seja, em 10 anos o valor foi exorbitante. O conluio em forma de cartel envolveu na maior parte o PT, PMDB e PP. Esta nova lista, aponta fontes seguras, apresenta uma maioria de nomes de beneficiados do PT, seguido de PMDB e PSDB. A investigação aponta que desde os ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff que estes esquemas se intensificaram e sofisticaram para permanência destes aliados no poder.

O texto do acordo de leniência estipula que:  “uma lista consolidada de cada uma das doações eleitorais feitas pelo Grupo Odebrecht nos últimos 16 anos, com a indicação mínima de valor, data, beneficiário e autorizados do pagamento, devendo indicar eventual indisponibilidade desses dados”. De igual modo a Odebrecht também terá que entregar “uma lista consolidada com beneficiários de pagamentos de vantagens indevidas que tenham atualmente prerrogativa de foro por função”.

Os membros do Ministério Público Federal e da PF temem o atraso prolongado neste processo após a morte de Teori Zavascki, todavia, acreditam que um novo relatar será indicado o mais rápido o possível.