Em sabatina promovida pelo Estadão nesta terça-feira (4), Ciro Gomes (PDT) afirmou ser contra a flexibilização do porte de armas, e disse que, se eleito, cuidará da segurança das fronteiras do país com tecnologia.

“Se facilitação de acesso a arma fosse solução, o Brasil era o país mais pacífico do mundo. E não é. É o país que mais mata com arma de fogo do mundo. E aí vem a questão do policiamento de fronteira, nós precisamos criar uma guarda nacional, uma guarda de fronteira, que é a minha proposta, tecnologicamente sofisticada. Quem faz a fiscalização correta é satélite, georeferenciamento com sensor, com escâner e drone para ir lá e resolver a parada.”

Ciro sustentou mais uma vez que Carlos Lupi, presidente do PDT, não é réu em processo por improbidade administrativa. Ao ser perguntado sobre Bolsonaro, o candidato do PDT chamou o concorrente de “projeto de Hitler tropical”.

“O Bolsonaro está interpretando um papel e a elite brasileira cobra ele no texto que ele decorou. Mas daí até ele ganhar a eleição, eu acho que o povo brasileiro não cometerá esse suicídio coletivo. É um projetinho. Dai até chegar a Hitler, é um projetinho de Hitlerzinho tropical.”

Sobre a condição de Lula, considerado inelegível pelo TSE, Ciro disse que a sentença que condenou o ex-presidente é “frágil”, mas enfatizou que o petista não deveria ser candidato por conta da Lei da Ficha Limpa.

 

Reportagem | Geovanna Gravia

Da Redação | Rafa Nunes