Nesta quarta-feira (05) o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva – Lula (70) foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção ao influenciar contratos milionários do seu sobrinho Taiguara Rodrigues com a empresa Odebrecht em Angola. A empresa do parente de Lula é a Exergia e conseguiu diversos contratos que juntos somam valores milionários e rendeu propina de R$ 20 milhões aos envolvidos.

Segundo a PF o ex-presidente e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) cometeu corrupção passiva, posto que, seria impossível a realização dos contratos sem a influência direta do então presidente da república. Em diálogos através do WhatsApp, escutas telefônicas e documentos Lula aparece nas conversas de Taiguara com representantes da empresa sob os apelidos de “Tio” “Presidente” e “Chefe-maior”. Um segurança de Lula – Valmir Moraes, que servia como uma espécie de “homem de recados” que levava as conversas de Lula ao sobrinho e vice versa teve diversos diálogos com Taiguara que lhe pedia para marcar encontros com o tio.

A PF aponta 16 contratos entre a Exegia e a Odebrecht, mas que não existiu, de fato, prestação de serviços, apontando, deste modo, para um esquema corrupto de pagamento de propinas e tráfico de influência. Esse indiciamento é o resultado da Operação Janus que suspeitava de diversas irregularidades nos financiamentos do BNDES nestas obras em Angola.

O que é o indiciamento

Uma pessoa indiciada passa a ser investigada em inquérito aberto após indícios fortes de prática de ilícito penal. Neste caso Lula sai de suspeito para provável autor das práticas ora apresentadas. Ele pode ser um objeto da investigação e não investigado direto, mas neste caso específico a PF possui elementos fortes que comprovam os atos ilegais.

Defesa

A defesa do ex-presidente Lula ainda não se manifestou publicamente por alegar que ainda não tem conhecimento do documento. Até o fechamento desta matéria não havia maiores informações sobre qual a postura do ex-presidente diante do indiciamento.